segunda-feira, 4 de julho de 2011

Senti. Simplesmente senti

O que me veio à mente talvez tenha sido uma profecia poética, ou melhor dizendo, a poesia de um poeta. E, com isso, quero dizer aquelas que o poeta escreve, pinta ou canta sem saber que profetizou - ou até mesmo sabendo - e tempos depois nota-se que ele estava certo.
Um exemplo disso seria um certo poeta que um dia proclamou que haveria uma época em que homens andariam em carroças de metal movidas à vapor; disse isso em uma era em que os carros eram carroças e os motores, cavalos. Tomaram-no como louco e agora: olhe ao seu redor!
Tendo isso em mente posso falar sem tanto temor em parecer boba e espero não ser tomada como tal, mas se for e dai? Aliás, boa parte dos grandes pensadores foram tidos como bobos ou loucos.

A ideia ainda não foi expressa, as palavras ainda não foram ditas, então acalme-se; já vai compreender!

Conhecemo-nos de um jeito não esperado. E então reencontramo-nos de um modo que talvez tenha definido que ele conheceria um eu meu que até mesmo as confidentes de meu dia-a-dia não conhecem.
Conhecemo-nos durante uma forma de poesia, durante uma cantoria, durante o ensaiar de uma melodia. Reencontramo-nos durante uma forma de premiar o saber, o aprender, uma forma de presentear os que buscam, mais que os outros, o conhecimento.
Talvez por esse reencontro o futuro rumou para um outro rumo.
Eu aprecio seu filosofar, nossos debates incomuns, nossas conversas, que entre nosso povo, são mais que diferentes. Possui ideias ainda desconhecidas à minha mente, e que por serem desconhecidas me chamam a atenção, pedem para que as investigue.
Menos que um ano não é suficiente para desvendar a cabeça do tal!
Dedicou à mim um um certo conjunto de palavras belíssimas que me fizeram emocionar-me e pela minha natureza e habitat de escrivólatras me fez querer retribuir-lhe, mesmo que singelamente, a linda homenagem.
Disse-lhe isso e seu espírito de escritor soltou uma frase com a qual deliciei-me:

"E assim vai, como telefone sem fio, um retribuindo o outro, eternamente. "

Eternamente... e é assim que pretendo que seja nossas trocas de mensagens e mais que isso, nossa amizade.
A tal frase grudou na minha mente igual a imagem e o jeito do garoto contemporanneo .
Nós nos cativamos, passamos por diversos rituais até chegarmos aqui. Onde posso considerar que somos amigos. E quero que continuemos com rituais, cativando-nos ainda mais para tornamos confidentes e depois disso amigos melhores, melhores amigos,  eternos amigos.
Ultimamente faltam-me palavras constantemente, talvez seja a distância dele e de nossas conversas, que me fazem pensar e ter ideias e logo matearizá-las.
Então paro por aqui, deixando a final as palavras do blogueiro, amigo e filosofo Querino Neto.


" Os cachos dourados

     "Como não podia perceber? Deixei-me hipnotizar com aqueles cachos dourados feito mel balançando de um lado ao outro, dando voltas e voltas do início ao fim. 
     Ah! O sorriso. Sim... Aquele sorriso alegre e contagiante que me fazia rir sem motivo algum, apenas olhando-o. De quando em quando, dóceis palavras pulavam de sua boca e voavam mansamente até meus ouvidos. Como se não me bastasse, o tempo passava tão facilmente que eu me perdi nele. Não tive a noção do espaço.
     O olhar também me iludira. Seus olhos claros como a meia-luz e brilhante como as estrelas me fizeram viajar e descobrir um mundo diferente. Neste novo mundo, eu enxerguei um campo verde e a céu aberto. Os meus olhos não eram capazes de encontrar um fim, e correndo na direção do vento, procurei o infinito.
     Encontrei em vez dele, a liberdade. Ela era bastante simpática. Convidou-me até para correr junto com ela. Horas se passaram, e me peguei adormecido sob uma árvore gigantesca, no colo da liberdade. 
     Ao voltar para o mundo, continuei a observar aqueles cachinhos soltos e rebeldes como uma gaivota liberta, tal como livres e leves feito o vento e dourados feito o mel mais precioso de uma colméia."

Para a menina dos cachinhos de mel. "

E devo acrescentar: simplesmente fascinei-me com suas palavras.


Que seja infinita a nossa amizade!

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