Chegamos lá havia pedras e terra, uma terra opaca e sem vida. De verde apenas aquela caramboleira e um coqueiro, os dois sem cuidados, sem brilho. Olhamos e nada vimos à não ser um lugar descuidado. Não era um abrigo, uma fonte de paz.
Aqui e ali reformamos, do lado de lá e do lado de cá procuramos e achamos mais e mais pedras. E então, onde antes apenas havia o amarelo opaco de pedras e a terra sem vida, pingamos uns pingos de verde, aqui e acolá.
Não, não era muito. Mas seria.
E de repente, girassóis!
Pintamos de verde e amarelo, e dessa vez um amarelo magnífico, onde nunca se imaginaria nem sequer sem as pedras.
E mesmo com girassóis enormes quase, sem qualquer
Só o que faltava era uma inspiração, e quando ela veio, imagine o trabalho! Todas as pedras que tínhamos conseguido tirar, colocamos de novo e reformamos outra vez. Quebramos aquela regularidade de linhas e ondulamos os limites.
Trocamos o verde e amarelo por toques de várias e várias cores.
Tivemos que trocar os girassóis de lugar e a principio eles não ficaram felizes, mas já estávamos ali, teríamos que continuar.
E continuamos e logo nota-se que a tristeza temporária dos girassóis não foi nada comparada a alegria que trouxe várias e várias flores juntas.
Pouco a pouco brotava a vida, surgia o verde, construía-se um abrigo, fazia-se paz.
E as rosas! Ah , as rosas! Uma das minhas preferidas, e se olhasse do ângulo certo e no lugar certo dava para sentir um certo ar de conto de fadas perto delas. As rosas brancas e as vermelhas logo atrás, com aquele solzinho de final de tarde e fadinhas bem pequenininhas voando ao redor.Quantas plantas cultivamos! Cada uma com seu toque especial, com sua característica marcante: uma com um cheirinho gostoso de limão, outra com folhas escarlates; havia ainda a com flores violetas que só abriam quando o dia estava chegando ao fim e que soltava uma aroma adocicado delicioso! Tinha aquela sem cheiro e sem complexidade, mas linda ainda assim: singela.
E lembra daquela caramboleira lá com seu amigo coqueiro? Podamos e cuidamos de cada um deles, a caramboleira nos deu carambolas bem amarelinhas e doces, apesar de nem ter comido tantas assim e o coqueiro nos deu cocos doces e refrescantes!
Onde eram pedras colocamos seixos branquinhos, onde nada havia fizemos uma passagem com pedaços arredondados de madeira e logo quem não o conhecesse nunca saberia como era antigamente aquele quintal.
Ali, à sombra daquela caramboleira, antes descuidada, vinham-me ideias, vinham-me palavras, vinha-me paz! Tornou-se meu cantinho. Era eu que todas as noites regava cada uma daquelas plantas, que molhava cada canto do nosso amado jardim. E ao lembrar disso me vem a mente a Geração de Girassóis Aline... foi assim que a nomeamos, seria uma das nossas mais belas safras de girassóis...
No entanto mudamos, evoluímos e há coisas que se tem que abri mão para subir de nível.
E há tanto que se passa aqui dentro, na minha cabeça, tantas coisas que poderia escrever sobre aquele meu recanto, e no entanto estão confusas demais e não consigo expressá-las... não agora.
Ele veio tão rápido e se foi mais rápido ainda!
No entanto, acho que no momento em que voou baixinho, bem perto do solo para beijar aquela rosa, o tempo passou mais devagar e tive um vislumbre de meu pequenino irmão.
E há tantas e tantas fotos, antes e depois da forte transformação, que não vejo como compartilhar aqui, são tantas memórias que aqui não irei dar mais detalhes, são tantas as emoções, os momentos que passamos por ele e nele, no entanto têm alguns que ficam apenas entre nós que vivemos.
E a diferença que fizemos no quintal, a pequena marca que deixamos ali, posso garantir foi fruto dos nossos esforços, com a ajuda de um amigo ou dois, mas quase completamente esforço nosso. Isso faz mais diferença ainda, apesar de não haver quem consiga imaginar o que fizemos para levar vida à um lugar que nem ao menos tinha esperança.
E a diferença que fizemos no quintal, a pequena marca que deixamos ali, posso garantir foi fruto dos nossos esforços, com a ajuda de um amigo ou dois, mas quase completamente esforço nosso. Isso faz mais diferença ainda, apesar de não haver quem consiga imaginar o que fizemos para levar vida à um lugar que nem ao menos tinha esperança.
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O último fruto de nosso inesquecível recanto - Geração Aline. |

Nossa... Que jardim lindo!!...
ResponderExcluirAmo tudo isso, terra, mato, plantinha, Girassol!!...rsrsss...
Atrevi-me a copiar a foto do seu girassol,tá!
Fiquei encantada!!...
Beijo:)