Livre, leve, soltos, assim somos nós, colibris.
Vamos para onde queremos, para onde dar vontade de ir, deixamos o vento nos levar.Sem amarras, sem correntes, sem prisões, voamos. De quando em quando, de flor em flor, paramos.
Mas não são todas que agradam ao ingênuo colibri, para chamar-me a atenção precisa-se de qualidades notáveis, precisa-se, não só de uma aparência chamativa, mas de um néctar tão chamativo quanto. E, mesmo que a aparência não seja assim tão chamativa, não importa tanto assim, não é? Afinal, até a mais singela flor possui uma certa beleza, e talvez, um néctar mais delicioso que a de uma flor um pouco mais complexa, um pouco mais bela. E, mesmo sabendo disso, influencia-me muito nas decisões a aparência.
E dessa forma, apesar de tentar escolher apenas o melhor néctar, as vezes engano-me, caio na ilusão da aparência e deixo-me levar até uma bela flor que ao receber minha visita, indo e vindo várias vezes para apreciar seu néctar, mostra-me que não tem um néctar tão agradavel quanto parece ter beleza a flor.

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