Nem vivi, nem vi, mas soube que houve uma época em que os pais liam para seus filhos, as pessoas se reuniam para olhar as estrelas, ouvi-las e ouvir a si mesmos, que havia sempre um cantinho embaixo de uma árvore com ar puro para respirar.
Mas, se foi...
Porque se foi? Porque tinha de ir? Eu queria provar dessa época.
E, no entanto, não há lamento que faça voltar atrás no tempo e restaurar época tão brilhante. Brilhante não por causa das nossas luzes; brilhante por causa das estrelas, da união, do brilho do sol, da fofura das nuvens, do limpo céu azul, do belo canto dos passáros e das cores do arco-íris.Hoje em dia, considera-se uma época iluminada dias em que poucos sabem deliciar-se com palavras, em que quando olha-se para o céu sempre há um rastro de fumaça, onde poucos se ajudam, onde o sol é visto apenas como uma estrela que emana calor, onde quase ninguém aprecia as cores do arco-íris, onde os cantos dos pássaros foram substituídos por músicas medíocres e a boa música quase não é ouvida... onde as estrelas só são vistas em terra, sem que note-se que elas são muito mais belas no céu.
E como pode-se chamar de iluminada uma época assim, tendo quem mostre como era a verdadeira época iluminada?
Não consigo entender...
E mesmo que eu não tenha sido da verdadeira época iluminada, ainda sei como é gosto do ar puro, sem o cheiro de cidade, sem suas luzes, sem seu barulho; consigo ir até uma época maravilhosa por meio de palavras e consigo sentir cada aspecto magnífico que deixamos para trás quando pusemos as mãos na tecnologia.
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