domingo, 10 de abril de 2011

Ócio

O sono não veio bater-me à porta tão cedo hoje, cansei-me de escutar música, logo ela que me distrai em meus momentos de ócio...
Não sinto o fervilhar de milhares de ideias. Não hoje.
Tudo está muito vazio, tudo está muito silencioso... quebra apenas o silêncio da noite os grilos, lá fora, grilando, o ventilador, ventilando, e o teclado, teclando.
Agora não há nenhuma música tocando na minha rádio mental, que em geral toca uma música diferente à cada dia, que toca, até os últimos momentos de consciência, uma música que me lembra algo. Algo, às vezes, não identificado.
E em todo esse ócio apenas há mais ócio à fazer. E o que fazer agora com todo esse ócio?
E o pior: é nesses momentos de ócio que não sinto a, em geral, enorme vontade de devorar livros, de ler piadas de humor um pouco negro e cantar músicas, talvez, românticas.
Então talvez continue aqui, no ócio, esperando o sono chamar-me. Ou talvez troque o ócio pela nostalgia e fique olhando fotos antigas, de momentos magníficos, ou textos nem tão antigos mas que mostram a notável diferença entre o eu antigo e meu novo eu.

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