domingo, 10 de abril de 2011

O poeta é poeta até em seu menor mundo

Não sei mais de onde vem minhas ideias, não sei mais qual é minha inspiração, elas simplesmente vem, e eu gosto disso. Não preocupo-me, tanto quanto antes, em perguntar como surgiu aquela ideia, simplesmente a aproveito.
E elas vêm constantemente, em todo lugar, a todo momento.
Pouco antes de dormir, logo após acordar, em cada sonho, pois o poeta é poeta até em seu mais profundo sonho.
Ideias surgem de outras ideias, pensamentos se sintonizam, mundos se conectam.
Poeta é uma coisinha assim: pensa versos que se encaixam em cada momento, vê arte em cada visão, ouve uma canção em cada palavra, sonha até não haver mais o que sonhar.
E assim são as crianças... pensam versos bobos, vêem um desenho para ser rabiscado em cada acontecimento, cantam músicas quando ouvem palavras que têm em suas músicas preferidas e sonham os sonhos mais gostosos e doces.
Alguns crescem e conservam o espírito de poeta, outros o renegam e misturam-se à sociedade, esquecendo-se, além do valor da infância, de como é ser um poeta, de ter um mundo só seu, de sentir ideias fervilhando, de ver beleza até na mais singela flor, de conseguir imaginar imagens até nos desenhos mais abstratos.
Meus desenhos abstratos de quando pequena, feitos no paint, se perderam, apesar de ainda lembrar de um ou dois deles, mas não era a única que fazia desenhos assim.

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