quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Noites de Insônia

Deitei...

10, 20, 30, 40, 50, 60, 70 minutos depois e ainda estou completamente acordada.

Músicas vão, músicas vêm; e sono? nenhum.
Pensamentos chegam, pensamentos partem; e sono? nenhum.
Lembranças boas, lembranças ruins; e sono? nenhum.
Lágrimas rolam, lágrimas param; e sono? nenhum.

E continua nisso e se passam horas e mais horas: meia noite, uma hora, duas, três; e sono? nenhum.
Tenho culpa dessas noites de insônia? Desse sono que não vem? Queria que houvesse sono, desejo que o sono chegue, pois lembranças e pensamentos tristes me atormentam; mas tenho culpa se meu sono se perdeu no caminho? Se parece que o trem que ele pegou atrasou?

E palavras vem, palavras vão e novamente voltam; e sono? ainda nenhum.
Mensagens são trocadas até que uma dos remetentes se cala... Provavelmente o sono dele chegou e pegou-o desprevenido; e as mensagens cessaram.
E desse lado,ainda nada. Parece que o trem parou em alguma estação e de lá não quer sair e eu imploro: Saia!

Luzes acendem, luzes apagam; e sono? nada.
Vozes falam e vozes novamente se calam; e sono? nada.

Onde tu estás, sono? Diga-me pelo menos isto, para que eu vá lhe procurar. Já é tarde, sono, e os olhos querem descansar e a mente quer parar de pensar, mas não para. Por quê? Por quê? Por quê? Por que você não vem?

E novamente as lágrimas voltam, a música e os pensamentos tristes também, a sensação da perda de uma amigo; mas essa perda é exclusivamente mental, espiritual, de consideração, pois o corpo está ali mas as atitudes mudaram, o comportamento mudou. E por que tinha que mudar? Por que foi esquecer da nossa parceria? Da nossa ligação? Da nossa sintonia?
E as palavras novamente se vão, não querem mais ser escritas a esta hora, nestas condições; e sono? ainda nenhum.
No entanto paro por aqui, pois as palavras estão se rebelando, os olhos marejados querem descansar, a mente quer relaxar, o corpo quer se recuperar.

E o sono? Ainda não veio.

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