Estava seco, como uma caneta que escreveu demais. E vagava e vagava, a rir, encontrando e desencontrando, com companhias inigualáveis e fantásticas, mulheres de atitude com AC/DC no sangue e álcool... Muitas mulheres com muitas pílulas. Com amigos de fraco caráter e muita honra. Estava perdido. Um poeta melancólico e um boêmio dividindo o mesmo corpo.
Estava na hora de encontrar uma âncora, algo p
ara infantilizá-lo e fazer brotar seu romantismo fajuto, estava farto de coisas falsas: falsas alegrias e falsas tristezas. Cheio de apetite por bebida e beijos doces. Era um leão sem savana, uma águia voando baixo num céu de jade. Faminto por corpos jovens e X-Duplos de esquina.
Não infeliz, mas não feliz ainda assim. Agradecido e satisfeito pelo que tinha e morrendo em si mesmo pelo que não tinha. Admirador de vestidos de verão, sorrisos verdadeiros e olhos curiosos. Escritor de palavras sem sentido e textos cheios de significado. Bêbado de felicidade e cerveja numa madrugada de sexta, esperando tudo de melhor da vida...
Fanaticamente querendo despejar criatividade sobre a borda alta de sua alma. É complicado, sim, sem dúvida é. Mas sou eu.
Wellington Wanderley Barros Junior
Mais um texto do Sam que eu adoro.

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