E sabe aquele devaneio? Aquele que era apenas um devaneio... Aquele em que havia mar, vento e ondas. E que pensamento forte foi este?! Eu me pergunto. Como iria imaginar que iria à orla pouco depois de devaneá-lo, ver o mar, ouvir o vento sussurrando bem baixinho, e as ondas trazendo a brisa suave que faz balançar bem de mansinho os meus pequenos cachinhos. A lua demorou-se abaixo da imensidão do céu noturno, este unia-se com a escuridão do mar escuro num toque bastante sutil.
Queria eu saber porque ela demorou tanto e, mesmo quando começava a mostrar seu brilho amarelado, escondia-se atrás de nuvens escuras...
A paisagem um pouco mais movimentada que eu imaginei, as pessoas, um pouco a mais do que pensei, entretanto a sintonia do pensamento estava quase perfeita, a não ser por alguns detalhes... um destes e talvez o mais marcante: estava eu lá e você cá.
A caminhada foi longa, o momento foi bom, e o tempo rápido. E como foi rápido, antes mesmo que a lua ganhasse altura no céu já passava das dez.
Foi, foi bom... mas sabe aqueles momentos em que se pudesse ter mais alguém ficaria muito melhor? Esse momento foi um desses...
Imagino eu, devaneando outra vez, que a lua não apareceu com todo o seu brilho pois esperava nos ver juntos e não viu quando espiou por trás daquelas nuvens densas...
E eu fico imaginando se olhou pro céu... pois eu o observei e pensei em você e em como seria bom ter você comigo, para que então a lua aparecesse linda como deveria ter estado, e que não esteve pois escondeu-se nas nuvens...
E hoje eu sinto que virá uma tempestade, uma tempestade para levar junto com suas águas a saudade e tudo o mais que não devo e não quero expor aqui...
E novamente vou deixar que as palavras mudas instalem-se aqui, pois há tanto o que falar entretanto não sinto vontade de expressar nem um pouco desse "tanto".
sexta-feira, 22 de abril de 2011
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Um devaneio, apenas um devaneio...
Deu-me uma vontade assim: de sair por ai e ir ver o mar, sentir o vento balançando-me os cachos e a água molhando-me os pés. Não precisa ser longe, apenas quieto. Não precisa haver muitas pessoas, apenas eu e talvez você. Não vamos precisar de palavras dessa vez, vamos ficar quietinhos, ouvindo o vento sussurrar em nossos ouvidos e as conversas mudas tomarem conta, junto com suas expressões.Teus olhos podem fitar os meus, teus lábios podem sorrir para os meus, tuas mãos podem tocar as minhas, mas apenas isso, para que aproveitemos cada momento juntos. Talvez depois possamos provar dos lábios um do outro. Mas não agora, não nesse momento, não nesse instante.
Deixe-nos apreciar o nosso momento, então teremos a conversa que temos que ter e se ficar decidido que sim, teus lábios tocaram os meus de modo bem suave, à princípio, e depois de modo mais intenso. Mas não sei se isso realmente irá acontecer, não sei qual será o desfecho da nossa conversa, não sei se deixarei esse beijo acontecer.
Mas preste bem atenção. Você já está sendo considerado um amigo, então vai precisar conquistar-me novamente, daquele jeito como você havia conquistado. Consegue isso? Acha que conseguirá isso? Não espero que sim, como também não espero que não, então vai depender apenas de ti.
Não há mais nada o que falar, não há mais nada o que pensar, não há mais nada o que devanear, não aqui e não agora. Aquela vontade, apenas uma vontade de ficar em um cantinho quieto, transformou-se nisto. Isto que irei declarar como nada mais nada menos que um devaneio, que talvez contenha algo nas entrelinhas, mas ainda assim apenas um devaneio. Entretanto o devaneio acabou-se, como a chuva que cai e então deixa de cair... então deixarei que palavras mudas, cegas e surdas instalem-se por aqui.
terça-feira, 19 de abril de 2011
E hoje me deu uma vontade...
Uma vontade de esquecer dos sapos,
dos príncipes, dos reis e rainhas, dos anões
de toda corte e de todo resto,
para sobrar apenas a princesa.
Para haver um tempo longe de tudo, de todos,
um tempo só para ela...
Porque são tantas ações, tantos pensamentos, tantas pessoas,
que... AH !
Quero um tempo!
Um tempo de tudo, de todos. Um tempo do mundo todo!
sábado, 16 de abril de 2011
Uma inocência de criança
Não, eu não me lembro como é que chegamos a esse assunto, mas de um modo ou de outro, chegamos.
A noite já corria, sonolenta tentava manter o ritmo na conversa com aquela garotinha energética que parece nunca se cansar. Debatia com ela sobre diversos assuntos, entre pausas em que eu a perguntava se não estava com sono e sem ao menos pensar ela respondia que não e retomava a conversa.
E não lembro ao certo como chegamos aquele assunto em especial, mas chegamos. E ela havia compartilhado comigo suas ideias, mas repetimos o diálogo...
- Mi, o que você vai fazer com o povo da África?
- Eu vou mudar eles de lugar e levar para um lugar onde tenha água, ou fazer casas, onde eles possam ter cama box, fogão, água, TV e sofá. - e ela parou um momento, refletindo, talvez - Eu vou mandar fazer um rio, beeeem grande, pra todos eles poderem beber.
E ela continuou a pensar em mais e mais maneiras de salvá-los , e acho incrível como vejo nas ideias de salvar as pessoas hoje as que eu mesma possuia na idade dela. Mas há detalhes que revelam que é exatamente a minha Mi que está falando... quem mais falaria da cama como box se não ela?
A nossa borboleta azul completou esse mês 11 anos de seu incessante bater de asas.
A noite já corria, sonolenta tentava manter o ritmo na conversa com aquela garotinha energética que parece nunca se cansar. Debatia com ela sobre diversos assuntos, entre pausas em que eu a perguntava se não estava com sono e sem ao menos pensar ela respondia que não e retomava a conversa.E não lembro ao certo como chegamos aquele assunto em especial, mas chegamos. E ela havia compartilhado comigo suas ideias, mas repetimos o diálogo...
- Mi, o que você vai fazer com o povo da África?
- Eu vou mudar eles de lugar e levar para um lugar onde tenha água, ou fazer casas, onde eles possam ter cama box, fogão, água, TV e sofá. - e ela parou um momento, refletindo, talvez - Eu vou mandar fazer um rio, beeeem grande, pra todos eles poderem beber.
E ela continuou a pensar em mais e mais maneiras de salvá-los , e acho incrível como vejo nas ideias de salvar as pessoas hoje as que eu mesma possuia na idade dela. Mas há detalhes que revelam que é exatamente a minha Mi que está falando... quem mais falaria da cama como box se não ela?
A nossa borboleta azul completou esse mês 11 anos de seu incessante bater de asas.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
De pedras à flores
Chegamos lá havia pedras e terra, uma terra opaca e sem vida. De verde apenas aquela caramboleira e um coqueiro, os dois sem cuidados, sem brilho. Olhamos e nada vimos à não ser um lugar descuidado. Não era um abrigo, uma fonte de paz.
Aqui e ali reformamos, do lado de lá e do lado de cá procuramos e achamos mais e mais pedras. E então, onde antes apenas havia o amarelo opaco de pedras e a terra sem vida, pingamos uns pingos de verde, aqui e acolá.
Não, não era muito. Mas seria.
E de repente, girassóis!
Pintamos de verde e amarelo, e dessa vez um amarelo magnífico, onde nunca se imaginaria nem sequer sem as pedras.
E mesmo com girassóis enormes quase, sem qualquer
Só o que faltava era uma inspiração, e quando ela veio, imagine o trabalho! Todas as pedras que tínhamos conseguido tirar, colocamos de novo e reformamos outra vez. Quebramos aquela regularidade de linhas e ondulamos os limites.
Trocamos o verde e amarelo por toques de várias e várias cores.
Tivemos que trocar os girassóis de lugar e a principio eles não ficaram felizes, mas já estávamos ali, teríamos que continuar.
E continuamos e logo nota-se que a tristeza temporária dos girassóis não foi nada comparada a alegria que trouxe várias e várias flores juntas.
Pouco a pouco brotava a vida, surgia o verde, construía-se um abrigo, fazia-se paz.
E as rosas! Ah , as rosas! Uma das minhas preferidas, e se olhasse do ângulo certo e no lugar certo dava para sentir um certo ar de conto de fadas perto delas. As rosas brancas e as vermelhas logo atrás, com aquele solzinho de final de tarde e fadinhas bem pequenininhas voando ao redor.Quantas plantas cultivamos! Cada uma com seu toque especial, com sua característica marcante: uma com um cheirinho gostoso de limão, outra com folhas escarlates; havia ainda a com flores violetas que só abriam quando o dia estava chegando ao fim e que soltava uma aroma adocicado delicioso! Tinha aquela sem cheiro e sem complexidade, mas linda ainda assim: singela.
E lembra daquela caramboleira lá com seu amigo coqueiro? Podamos e cuidamos de cada um deles, a caramboleira nos deu carambolas bem amarelinhas e doces, apesar de nem ter comido tantas assim e o coqueiro nos deu cocos doces e refrescantes!
Onde eram pedras colocamos seixos branquinhos, onde nada havia fizemos uma passagem com pedaços arredondados de madeira e logo quem não o conhecesse nunca saberia como era antigamente aquele quintal.
Ali, à sombra daquela caramboleira, antes descuidada, vinham-me ideias, vinham-me palavras, vinha-me paz! Tornou-se meu cantinho. Era eu que todas as noites regava cada uma daquelas plantas, que molhava cada canto do nosso amado jardim. E ao lembrar disso me vem a mente a Geração de Girassóis Aline... foi assim que a nomeamos, seria uma das nossas mais belas safras de girassóis...
No entanto mudamos, evoluímos e há coisas que se tem que abri mão para subir de nível.
E há tanto que se passa aqui dentro, na minha cabeça, tantas coisas que poderia escrever sobre aquele meu recanto, e no entanto estão confusas demais e não consigo expressá-las... não agora.
Ele veio tão rápido e se foi mais rápido ainda!
No entanto, acho que no momento em que voou baixinho, bem perto do solo para beijar aquela rosa, o tempo passou mais devagar e tive um vislumbre de meu pequenino irmão.
E há tantas e tantas fotos, antes e depois da forte transformação, que não vejo como compartilhar aqui, são tantas memórias que aqui não irei dar mais detalhes, são tantas as emoções, os momentos que passamos por ele e nele, no entanto têm alguns que ficam apenas entre nós que vivemos.
E a diferença que fizemos no quintal, a pequena marca que deixamos ali, posso garantir foi fruto dos nossos esforços, com a ajuda de um amigo ou dois, mas quase completamente esforço nosso. Isso faz mais diferença ainda, apesar de não haver quem consiga imaginar o que fizemos para levar vida à um lugar que nem ao menos tinha esperança.
E a diferença que fizemos no quintal, a pequena marca que deixamos ali, posso garantir foi fruto dos nossos esforços, com a ajuda de um amigo ou dois, mas quase completamente esforço nosso. Isso faz mais diferença ainda, apesar de não haver quem consiga imaginar o que fizemos para levar vida à um lugar que nem ao menos tinha esperança.
![]() |
O último fruto de nosso inesquecível recanto - Geração Aline. |
domingo, 10 de abril de 2011
O poeta é poeta até em seu menor mundo
Não sei mais de onde vem minhas ideias, não sei mais qual é minha inspiração, elas simplesmente vem, e eu gosto disso. Não preocupo-me, tanto quanto antes, em perguntar como surgiu aquela ideia, simplesmente a aproveito.
E elas vêm constantemente, em todo lugar, a todo momento.
Pouco antes de dormir, logo após acordar, em cada sonho, pois o poeta é poeta até em seu mais profundo sonho.
Ideias surgem de outras ideias, pensamentos se sintonizam, mundos se conectam.
Poeta é uma coisinha assim: pensa versos que se encaixam em cada momento, vê arte em cada visão, ouve uma canção em cada palavra, sonha até não haver mais o que sonhar.
E assim são as crianças... pensam versos bobos, vêem um desenho para ser rabiscado em cada acontecimento, cantam músicas quando ouvem palavras que têm em suas músicas preferidas e sonham os sonhos mais gostosos e doces.
Alguns crescem e conservam o espírito de poeta, outros o renegam e misturam-se à sociedade, esquecendo-se, além do valor da infância, de como é ser um poeta, de ter um mundo só seu, de sentir ideias fervilhando, de ver beleza até na mais singela flor, de conseguir imaginar imagens até nos desenhos mais abstratos.
Meus desenhos abstratos de quando pequena, feitos no paint, se perderam, apesar de ainda lembrar de um ou dois deles, mas não era a única que fazia desenhos assim.
E elas vêm constantemente, em todo lugar, a todo momento.
Pouco antes de dormir, logo após acordar, em cada sonho, pois o poeta é poeta até em seu mais profundo sonho.
Ideias surgem de outras ideias, pensamentos se sintonizam, mundos se conectam.
Poeta é uma coisinha assim: pensa versos que se encaixam em cada momento, vê arte em cada visão, ouve uma canção em cada palavra, sonha até não haver mais o que sonhar.
E assim são as crianças... pensam versos bobos, vêem um desenho para ser rabiscado em cada acontecimento, cantam músicas quando ouvem palavras que têm em suas músicas preferidas e sonham os sonhos mais gostosos e doces.
Alguns crescem e conservam o espírito de poeta, outros o renegam e misturam-se à sociedade, esquecendo-se, além do valor da infância, de como é ser um poeta, de ter um mundo só seu, de sentir ideias fervilhando, de ver beleza até na mais singela flor, de conseguir imaginar imagens até nos desenhos mais abstratos.
Meus desenhos abstratos de quando pequena, feitos no paint, se perderam, apesar de ainda lembrar de um ou dois deles, mas não era a única que fazia desenhos assim.
Cheiro de Cidade
Ai ai, aquela época!
Nem vivi, nem vi, mas soube que houve uma época em que os pais liam para seus filhos, as pessoas se reuniam para olhar as estrelas, ouvi-las e ouvir a si mesmos, que havia sempre um cantinho embaixo de uma árvore com ar puro para respirar.
Mas, se foi...
Porque se foi? Porque tinha de ir? Eu queria provar dessa época.
E, no entanto, não há lamento que faça voltar atrás no tempo e restaurar época tão brilhante. Brilhante não por causa das nossas luzes; brilhante por causa das estrelas, da união, do brilho do sol, da fofura das nuvens, do limpo céu azul, do belo canto dos passáros e das cores do arco-íris.
Hoje em dia, considera-se uma época iluminada dias em que poucos sabem deliciar-se com palavras, em que quando olha-se para o céu sempre há um rastro de fumaça, onde poucos se ajudam, onde o sol é visto apenas como uma estrela que emana calor, onde quase ninguém aprecia as cores do arco-íris, onde os cantos dos pássaros foram substituídos por músicas medíocres e a boa música quase não é ouvida... onde as estrelas só são vistas em terra, sem que note-se que elas são muito mais belas no céu.
E como pode-se chamar de iluminada uma época assim, tendo quem mostre como era a verdadeira época iluminada?
Não consigo entender...
E mesmo que eu não tenha sido da verdadeira época iluminada, ainda sei como é gosto do ar puro, sem o cheiro de cidade, sem suas luzes, sem seu barulho; consigo ir até uma época maravilhosa por meio de palavras e consigo sentir cada aspecto magnífico que deixamos para trás quando pusemos as mãos na tecnologia.
Nem vivi, nem vi, mas soube que houve uma época em que os pais liam para seus filhos, as pessoas se reuniam para olhar as estrelas, ouvi-las e ouvir a si mesmos, que havia sempre um cantinho embaixo de uma árvore com ar puro para respirar.
Mas, se foi...
Porque se foi? Porque tinha de ir? Eu queria provar dessa época.
E, no entanto, não há lamento que faça voltar atrás no tempo e restaurar época tão brilhante. Brilhante não por causa das nossas luzes; brilhante por causa das estrelas, da união, do brilho do sol, da fofura das nuvens, do limpo céu azul, do belo canto dos passáros e das cores do arco-íris.Hoje em dia, considera-se uma época iluminada dias em que poucos sabem deliciar-se com palavras, em que quando olha-se para o céu sempre há um rastro de fumaça, onde poucos se ajudam, onde o sol é visto apenas como uma estrela que emana calor, onde quase ninguém aprecia as cores do arco-íris, onde os cantos dos pássaros foram substituídos por músicas medíocres e a boa música quase não é ouvida... onde as estrelas só são vistas em terra, sem que note-se que elas são muito mais belas no céu.
E como pode-se chamar de iluminada uma época assim, tendo quem mostre como era a verdadeira época iluminada?
Não consigo entender...
E mesmo que eu não tenha sido da verdadeira época iluminada, ainda sei como é gosto do ar puro, sem o cheiro de cidade, sem suas luzes, sem seu barulho; consigo ir até uma época maravilhosa por meio de palavras e consigo sentir cada aspecto magnífico que deixamos para trás quando pusemos as mãos na tecnologia.
Passadas de Dinoussauro
Não, não era noitinha. Na verdade a madrugada já avançava... duas, três horas da manhã e uma garota sem sono, interrompendo seu ócio, levanta-se para tentar deixar que seu leito a carregue para um lugar distante, vago.
E com um cuidado minucioso ela ergue-se e dá o primeiro passo.
Mas que passo! Parece que ecoa por todo o lar, com um barulho imenso, como um dinossauro à caminhar.
Sobressaltada pelo barulho de seus passos, ela olha ao redor, com temor de ter perturbado o sono de alguém...
Mas talvez sejam apenas seus ouvidos, que com o silêncio da noite, tenham aprimorado-se para que ela possa ouvir os grilos cantando lá fora, uma pessoa cansada e sem as chaves, querendo recolher-se, batendo à porta ao lado e talvez até as risadas das estrelas, lá alto no céu, que dá para ver na varanda de casa.
Mas e se não forem apenas instintos aguçados e ela realmente esteja dando passadas tão pesadas como as de um dinossauro? E se alguém acordar do sono profundo com aquele barulho imenso?
Isso, são questões que ficaram no ar, para que o destino as resolva.
E o porque do dinossauro e não um enorme e pesado elefante?
Talvez eu até usasse o elefante, mas disseram-me que, por mais pesados que sejam, os elefantes não fazem barulho ao andar pela perigosa savana, ao contrário da menina, que tão leve, faz barulhos imensos em seu inofensivo lar.
E com um cuidado minucioso ela ergue-se e dá o primeiro passo.
Mas que passo! Parece que ecoa por todo o lar, com um barulho imenso, como um dinossauro à caminhar.Sobressaltada pelo barulho de seus passos, ela olha ao redor, com temor de ter perturbado o sono de alguém...
Mas talvez sejam apenas seus ouvidos, que com o silêncio da noite, tenham aprimorado-se para que ela possa ouvir os grilos cantando lá fora, uma pessoa cansada e sem as chaves, querendo recolher-se, batendo à porta ao lado e talvez até as risadas das estrelas, lá alto no céu, que dá para ver na varanda de casa.
Mas e se não forem apenas instintos aguçados e ela realmente esteja dando passadas tão pesadas como as de um dinossauro? E se alguém acordar do sono profundo com aquele barulho imenso?
Isso, são questões que ficaram no ar, para que o destino as resolva.
E o porque do dinossauro e não um enorme e pesado elefante?
Talvez eu até usasse o elefante, mas disseram-me que, por mais pesados que sejam, os elefantes não fazem barulho ao andar pela perigosa savana, ao contrário da menina, que tão leve, faz barulhos imensos em seu inofensivo lar.
Ora (direis) Ouvir Estrelas
E antes de entregar-me ao sono, deixo apenas um poema, poema este que vi e ouvi pela primeira vez em um pensamento de Sam C.
Para aqueles que já sabem e para aqueles que ainda não aprenderam a ouvir estrelas.
"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-Ias, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...
E conversamos toda a noite, enquanto
A via láctea, como um pátio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"
E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas."
Para aqueles que já sabem e para aqueles que ainda não aprenderam a ouvir estrelas.
"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-Ias, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...
E conversamos toda a noite, enquanto
A via láctea, como um pátio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"
E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas."
Faça silêncio para escutá-las melhor e mais alto, e talvez assim a criança adormecida em seu peito acorde e vá brincar com as estelas .
Boa noite, Aline Wanderley
Ócio
O sono não veio bater-me à porta tão cedo hoje, cansei-me de escutar música, logo ela que me distrai em meus momentos de ócio...
Não sinto o fervilhar de milhares de ideias. Não hoje.
Tudo está muito vazio, tudo está muito silencioso... quebra apenas o silêncio da noite os grilos, lá fora, grilando, o ventilador, ventilando, e o teclado, teclando.
Agora não há nenhuma música tocando na minha rádio mental, que em geral toca uma música diferente à cada dia, que toca, até os últimos momentos de consciência, uma música que me lembra algo. Algo, às vezes, não identificado.
E em todo esse ócio apenas há mais ócio à fazer. E o que fazer agora com todo esse ócio?
E o pior: é nesses momentos de ócio que não sinto a, em geral, enorme vontade de devorar livros, de ler piadas de humor um pouco negro e cantar músicas, talvez, românticas.
Então talvez continue aqui, no ócio, esperando o sono chamar-me. Ou talvez troque o ócio pela nostalgia e fique olhando fotos antigas, de momentos magníficos, ou textos nem tão antigos mas que mostram a notável diferença entre o eu antigo e meu novo eu.
Não sinto o fervilhar de milhares de ideias. Não hoje.Tudo está muito vazio, tudo está muito silencioso... quebra apenas o silêncio da noite os grilos, lá fora, grilando, o ventilador, ventilando, e o teclado, teclando.
Agora não há nenhuma música tocando na minha rádio mental, que em geral toca uma música diferente à cada dia, que toca, até os últimos momentos de consciência, uma música que me lembra algo. Algo, às vezes, não identificado.
E em todo esse ócio apenas há mais ócio à fazer. E o que fazer agora com todo esse ócio?
E o pior: é nesses momentos de ócio que não sinto a, em geral, enorme vontade de devorar livros, de ler piadas de humor um pouco negro e cantar músicas, talvez, românticas.
Então talvez continue aqui, no ócio, esperando o sono chamar-me. Ou talvez troque o ócio pela nostalgia e fique olhando fotos antigas, de momentos magníficos, ou textos nem tão antigos mas que mostram a notável diferença entre o eu antigo e meu novo eu.
sábado, 9 de abril de 2011
Tu está livre, coração
É, coração, você está livre para voar, para ir para onde bem entender.
Mas voa e não para; eu não quero que você pare, não agora... não quero que prenda-se, então apenas voe. E voe bastante, pois quero sentir o gosto da liberdade, quero respirar bem o ar de cada estação, quero saber como é cada lugar.
Deixo-te conquistar quantos quiseres, mas peço-te que não se deixe conquistar... por enquanto mantenha-se sóbrio, para que eu possa concentrar-me e ter um tempo só para mim.
Conseguiste a liberdade, então aproveita e voa, voa como um colibri e não prenda-se tão cedo.
Reticências
Emoção, mais que tudo, é emoção que impregna as lágrimas que formam-se em meus castanhos olhos desde que levantei-me.
Mas de onde vem estas lágrimas? Ainda não descobri. Ainda não sei o porque delas, nem sei especificar qual é a emoção que carregam... Nostalgia, felicidade, fraternidade... há uma lista de sentimentos, eliminando-se qualquer um que se pareça com tristeza, pois além de ser feliz, estou feliz...
Sem conclusões, sem pontos finais, deixarei apenas reticências, pois este é um pensamento não terminado, uma emoção ainda não definida, ainda não reconhecida...
Mas de onde vem estas lágrimas? Ainda não descobri. Ainda não sei o porque delas, nem sei especificar qual é a emoção que carregam... Nostalgia, felicidade, fraternidade... há uma lista de sentimentos, eliminando-se qualquer um que se pareça com tristeza, pois além de ser feliz, estou feliz...
Sem conclusões, sem pontos finais, deixarei apenas reticências, pois este é um pensamento não terminado, uma emoção ainda não definida, ainda não reconhecida...
E a promessa de arco-íris virá !
Pedisse um dia perfeito: sol, chuva, arco-íris... Arco-íris, este de uma singela e magnífica beleza, quase nunca é apreciado, já que as pessoas não olham mais para o céu; não deleitam-se com a clareza de um céu azul, com as risadas das estrelas e com a interminável linha do arco-íris.
Mas tu olhas pro céu, queixa-se dos outros que aprendem a não olhá-lo e ensina-me, relembra-me à sempre olhá-lo.
E para ti, que está sempre a observar o céu e que pediu, ao fim de um dia, um arco-íris, o presenteio, pois o arco-íris está em minhas mãos, em nossas mãos e, mais ainda, no desejo de querê-lo, no olhar ao observá-lo e na mente de quem sabe sonhar.
Com esta, mesmo que pequena, mensagem, com palavras que impregno com meu amor por ti, mimoseio pelos 16 anos de sua existência magnífica e que conquista a qualquer um que se interesse em conhecê-la; pelo jeito como evoluiu, como cresceu e mais, pelo jeito como aprendeu a lidar e conquistar com as palavras.
Amo-te mais do que gesto, e até, palavras podem demonstrar e eternizo, aqui, meu incondicional amor por ti.
Parabéns, maninho (:
Mas tu olhas pro céu, queixa-se dos outros que aprendem a não olhá-lo e ensina-me, relembra-me à sempre olhá-lo.
E para ti, que está sempre a observar o céu e que pediu, ao fim de um dia, um arco-íris, o presenteio, pois o arco-íris está em minhas mãos, em nossas mãos e, mais ainda, no desejo de querê-lo, no olhar ao observá-lo e na mente de quem sabe sonhar.
Com esta, mesmo que pequena, mensagem, com palavras que impregno com meu amor por ti, mimoseio pelos 16 anos de sua existência magnífica e que conquista a qualquer um que se interesse em conhecê-la; pelo jeito como evoluiu, como cresceu e mais, pelo jeito como aprendeu a lidar e conquistar com as palavras.Amo-te mais do que gesto, e até, palavras podem demonstrar e eternizo, aqui, meu incondicional amor por ti.
Parabéns, maninho (:
Dedicado à Wellington Wanderley Barros Junior.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Ahh, e como é bom ler
Bem assim era eu... os cabelos, ainda curtos, não tinham formado seus cachinhos que enrolavam-se como molas. Pequenina, ainda não havia aprendido nem como saborear direito as palavras, mas mesmo assim concentrava-me em decifrar o que se escondiam naqueles montes de letras...
Como toda criança deve pensar, eu imagino, ainda tinha a ideia de Alice; eu afirmo mesmo sem ter muitas recordações daquela magnífica época. Se não sabe da ideia de Alice, deixo-lhe um trecho, na verdade o primeiríssimo parágrafo, da confusa história de Carroll, este um dos poucos que souberam crescer sem deixar de sonhar, que é o rumo errado que tomam a maioria:"Alice estava começando a ficar muito cansada de estar sentada ao lado da irmã na ribanceira, e de não ter nada que fazer; espiara uma ou duas vezes o livro que estava lendo, mas não tinha figuras nem diálogos, 'e de que serve um livro', pensou Alice, 'sem figuras e nem dialógos?' " [...]
(Alice no país das maravilhas, Lewis Carroll)
E era assim que, eu creio, pensava a pequena Aline. E então, para não contrariá-la e ainda visando passar-lhe o gosto pelas palavras, seu guia, seu pai e seu mentor entregavá-lhes seus melhores livros com as mais belas ilustrações. E veja agora como foi bem feito o trabalho dele: sua pequenina filha cresceu, e agora além de deliciar-se com cada palavra e olhar a beleza por trás de cada frase, escreve... escreve apenas pelo gosto que isso lhe dá, pela gostosa sensação de mais e mais ideias surgindo em sua mente, por saber que com isso pode estar conseguindo construir um novo palácio em seus vastos territórios.
E então, olhando como é grande a extensão dos territórios, como há mundos e mais mundos à serem descobertos, mais territórios à serem conquistado, tantos castelos à serem construídos na mente de cada pessoa, pergunto-me: Como pode haver, e não são poucas, pessoas que teimam em prender-se à realidade e somente a ela? Como pode haver tantas pessoas que não sabem e não tem interesse em saber como é bom viajar sem sair do lugar, sem ao menos notar quando mudou de um mundo para o outro? Como há tantas pessoas que não tem interesse em vivenciar algo que sabem que não poderão provar em sua própria vida, em tentar solucionar um problema de um personagem com o qual se identificou, em odiar aquele que faz mal à pessoa amada por outro e que através das palavras conecta-se à você, fazendo com que ame essa pessoa também?
E ainda tantas e tantas sensações existem em uma história que apenas quem consegue viajar através dela, só quem vivencia aquilo que está por trás das palavras, prova de tais e tão deliciosas sensações.
Duvido que sendo de outra família, tendo outros pais, saberia como provar das sensações impregnadas em cada palavra. Então agradeço por ser uma das exceções entre a maioria das pessoas, pessoas estas que ainda não aprenderam como é bom ler.
"É claro que eu não sabia ler, mas por algum motivo isso me deixava ainda mais maravilhada, todos os milhares - acho que milhões - de linhas codificadas com impressão indecifrável. Muitos livros eram ilustrados, com xilogravuras e gravuras coloridas, citações frustrantes logo abaixo delas, cada uma delas mostrando a miserável impotência do tracejar dos dedos."
(A menina que não sabia ler, John Harding)
E mais um post seu, Sam
Hoje, particularmente, eu li muitos posts em muitos blogs. E um dos que mais gostei do Não Apague a Luz, eu postei aqui (Exercito de Palavras), mas eu acabo de deleitar-me com mais outro post do meu maninho e sinto uma inevitável tentação em postá-lo.
Esse é um meio abstrato, eu realmente mudei de plano apenas para saborear as palavras e ver através das frases complexas, de um retrato abstrato.
Eu amei esse post *-*
Esse é um meio abstrato, eu realmente mudei de plano apenas para saborear as palavras e ver através das frases complexas, de um retrato abstrato.
Eu amei esse post *-*
Aperitivo Apimentado
Gingando de brincadeira, indo e vindo, fingindo. Olhar e desviar, repetir, novamente. Saboriar a pimenta dentro do martini, com o banquete bem a frente, sorrir e se encantar só com o aperitivo, esse petisco picante que inicia a noite. Uma vela sibilando, amigos reunidos, amantes separados, desunidos. Não um, nem dois, mais impares casais sutis ou indiscretos, brotos de flores que ainda vão abrir. Flores que, abertas, perderão petálas para reviver ainda mais belas, roseiras selvagens que cresceram como hera. Vida essa, complicada, se retorce em nós infinitos, dos modos mais improváveis, testando cada tom do sabor, do mais gostoso doce ao eterno amargo, revezando pro salgado, para nunca perder a capacidade de surpreender... E eu que nem gosto de pimenta, não consigo parar de mascar esse demônio vermelho..
Sam C.
Exército de Palavras
Simples assim, as palavras têm uma existência muito efêmera. Quando ditas, desaparecem no ar e na memória. Mas quando são escritas, enchem-se de arrogância, de egocentrismo. Elas começam a se escrever sozinhas, porque você não pode parar ou mudar, ou estragaria a história, quebraria a idéia.
Olha só, impedi que elas se escrevessem e o sentido sumiu...
Não apague a Luz , Sam Cromwell
Coloque seus óculos...
Pensava, ingenuamente, que as pessoas são perfeitas... No entanto, cresci e notei que estava mais que na hora de colocar os óculos e abrir meus olhos. A maioria das pessoas cada dia mais se distanciam da ideia do perfeito e se antes iludia-me, devo dizer, agora vejo a realidade.
Não deixarei de acreditar que existem pessoas boas, sou do tipo otimista, não deixarei essa esperança morrer. Mas a cada dia que se passa sinto falta de pessoas de verdade, de pessoas boas... conheço poucas dessas e tem algumas que erram, se afastam e depois vem culpar-me por seus erros, tentam me fazer acreditar que a culpa é minha.
No entanto, já pus meus óculos, mudei meu jeito, não sou mais aquela garota ingênua que queria agradar a todos e acreditava em tudo... Sou um pouco mais rebelde que isso agora, um pouco mais fria. Deixei de me importar tanto com o que as pessoas pensam de mim e muito menos com a culpa que não mereço sendo colocada em mim. Se antes tentava concertar um erro que não é meu, agora apenas espero que quem errou perceba seu erro e concerte-o, caso não concerte-o fica como está, só não ficarei tentando concertar erros que não foram cometidos por mim.
Sim, eu erro, eu mudo. Entretanto não mudo de um jeito tão irreconhecivel que esnobe aqueles que amava antes de mudar, com mudança ou sem mudança permaneço, no fundo, a mesma, apenas um pouco mais amadurecida, um pouco mais aprimorada.
Há bondade, mas perfeição... esse é um nível ainda distante para nós.
Não deixarei de acreditar que existem pessoas boas, sou do tipo otimista, não deixarei essa esperança morrer. Mas a cada dia que se passa sinto falta de pessoas de verdade, de pessoas boas... conheço poucas dessas e tem algumas que erram, se afastam e depois vem culpar-me por seus erros, tentam me fazer acreditar que a culpa é minha. No entanto, já pus meus óculos, mudei meu jeito, não sou mais aquela garota ingênua que queria agradar a todos e acreditava em tudo... Sou um pouco mais rebelde que isso agora, um pouco mais fria. Deixei de me importar tanto com o que as pessoas pensam de mim e muito menos com a culpa que não mereço sendo colocada em mim. Se antes tentava concertar um erro que não é meu, agora apenas espero que quem errou perceba seu erro e concerte-o, caso não concerte-o fica como está, só não ficarei tentando concertar erros que não foram cometidos por mim.
Sim, eu erro, eu mudo. Entretanto não mudo de um jeito tão irreconhecivel que esnobe aqueles que amava antes de mudar, com mudança ou sem mudança permaneço, no fundo, a mesma, apenas um pouco mais amadurecida, um pouco mais aprimorada.
Há bondade, mas perfeição... esse é um nível ainda distante para nós.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Luto
Arrepio-me, diante de tamanha atrocidade, arrepio-me .
Não é constante ver demonstrações da bondade humana, é raro notícias sobre isso. E, no entanto, vemos constantemente assaltos, sequestros, assassinatos... mas tamanho massacre, e tão cruel! Chega a chocar, creio, qualquer ser humano.
Como pode haver neste mundo um ser capaz de fazer tamanha atrocidade?! Pergunto-me se este ser miserável não tem sentimento algum, não tem piedade em nenhuma parte de seu ser? Como consegue assassinar jovens? Alguns pouco mais jovens que eu, outros um pouco mais velhos, mas ainda assim jovens. Jovens que provavelmente acreditam na bondade humana, bondade esta que não deve existir em parte alguma da maldita existência deste monstro!
Repercutiu, tal ato desumano, por países e mais países, estes que já viram desumanidades desse tipo, mas duvido que também em tamanho grau de maldade.
Com tal ação atroz não só arrepiei-me como também tive meus olhos marejados por lágrimas que continham emoção, tristeza e angústia.
E como ficam as famílias e amigos dos pobres "brasileirinhos" vítimas de um psicopata desumano, vítimas de um monstro?
Vi imagens de mães e pais em total desespero, estudantes em pânico, vítimas feridas, relatos de amigos em choque, e então, mesmo longe deste lugar, mesmo sem qualquer ligação com as pessoas que estão vivendo tal tragédia, sinto uma forte angústia crescer em meu peito.
E, por fim, declaro-me em luto por todas as vítimas dessa chacina.
Vão em paz meus irmãos, brasileirinhos .
Não é constante ver demonstrações da bondade humana, é raro notícias sobre isso. E, no entanto, vemos constantemente assaltos, sequestros, assassinatos... mas tamanho massacre, e tão cruel! Chega a chocar, creio, qualquer ser humano. Como pode haver neste mundo um ser capaz de fazer tamanha atrocidade?! Pergunto-me se este ser miserável não tem sentimento algum, não tem piedade em nenhuma parte de seu ser? Como consegue assassinar jovens? Alguns pouco mais jovens que eu, outros um pouco mais velhos, mas ainda assim jovens. Jovens que provavelmente acreditam na bondade humana, bondade esta que não deve existir em parte alguma da maldita existência deste monstro!
Repercutiu, tal ato desumano, por países e mais países, estes que já viram desumanidades desse tipo, mas duvido que também em tamanho grau de maldade.
Com tal ação atroz não só arrepiei-me como também tive meus olhos marejados por lágrimas que continham emoção, tristeza e angústia.
E como ficam as famílias e amigos dos pobres "brasileirinhos" vítimas de um psicopata desumano, vítimas de um monstro?
Vi imagens de mães e pais em total desespero, estudantes em pânico, vítimas feridas, relatos de amigos em choque, e então, mesmo longe deste lugar, mesmo sem qualquer ligação com as pessoas que estão vivendo tal tragédia, sinto uma forte angústia crescer em meu peito.
E, por fim, declaro-me em luto por todas as vítimas dessa chacina.
Vão em paz meus irmãos, brasileirinhos .
Colibri
Livre, leve, soltos, assim somos nós, colibris.
Vamos para onde queremos, para onde dar vontade de ir, deixamos o vento nos levar.Sem amarras, sem correntes, sem prisões, voamos. De quando em quando, de flor em flor, paramos.
Mas não são todas que agradam ao ingênuo colibri, para chamar-me a atenção precisa-se de qualidades notáveis, precisa-se, não só de uma aparência chamativa, mas de um néctar tão chamativo quanto. E, mesmo que a aparência não seja assim tão chamativa, não importa tanto assim, não é? Afinal, até a mais singela flor possui uma certa beleza, e talvez, um néctar mais delicioso que a de uma flor um pouco mais complexa, um pouco mais bela. E, mesmo sabendo disso, influencia-me muito nas decisões a aparência.
E dessa forma, apesar de tentar escolher apenas o melhor néctar, as vezes engano-me, caio na ilusão da aparência e deixo-me levar até uma bela flor que ao receber minha visita, indo e vindo várias vezes para apreciar seu néctar, mostra-me que não tem um néctar tão agradavel quanto parece ter beleza a flor.
Vamos para onde queremos, para onde dar vontade de ir, deixamos o vento nos levar.Sem amarras, sem correntes, sem prisões, voamos. De quando em quando, de flor em flor, paramos.
Mas não são todas que agradam ao ingênuo colibri, para chamar-me a atenção precisa-se de qualidades notáveis, precisa-se, não só de uma aparência chamativa, mas de um néctar tão chamativo quanto. E, mesmo que a aparência não seja assim tão chamativa, não importa tanto assim, não é? Afinal, até a mais singela flor possui uma certa beleza, e talvez, um néctar mais delicioso que a de uma flor um pouco mais complexa, um pouco mais bela. E, mesmo sabendo disso, influencia-me muito nas decisões a aparência.
E dessa forma, apesar de tentar escolher apenas o melhor néctar, as vezes engano-me, caio na ilusão da aparência e deixo-me levar até uma bela flor que ao receber minha visita, indo e vindo várias vezes para apreciar seu néctar, mostra-me que não tem um néctar tão agradavel quanto parece ter beleza a flor.
Há alguém ouvindo-me?
E se dedicar-me a falar apenas para mim mesma, se teimar em ser egoísta e escrever as ideias em sua forma bruta, sem lapidação, sem explicação... alguém irá importa-se? Será isso um motivo de curiosidade para alguém, que virá aqui e voltará muitas e muitas vezes para tentar lapidar em sua mente uma ideia que não é sua? Alguém irá se importar se não colocar barcos que ajudem a navegar em minha confusa mente? Tão confusa que as vezes até eu não entendo...
Se houver, diga-me pois ainda sinto-me num monólogo.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Máscaras. Você precisa delas para sobreviver, não para viver.
E é naquelas horas em que por dentro há tristeza, mas por fora necessita-se de ao menos um sorriso que a primeira máscara é colocada.
Mas não há nada de errado com isso, há? Pode até não ser um instinto, verdadeiramente, mas há necessidade disso... para não precisar ficar explicando para aqueles que se preocupam o porque de não está sintonizada com eles.
Mas não há nada de errado com isso, há? Pode até não ser um instinto, verdadeiramente, mas há necessidade disso... para não precisar ficar explicando para aqueles que se preocupam o porque de não está sintonizada com eles.Mas e aquelas máscaras que são colocadas em diversas situações... que exageram aspectos, disfarçam defeitos e escondem emoções um pouco mais intimas?, eu me pergunto e logo penso: são elas que auxiliam na sobrevivência na sociedade atual, que protegem-nos para não ficarmos expostos.
E no entanto, ainda há aquelas que mostram algo que não existe, não mostram a verdadeira face nem em seu mais intimo detalhe... e é dessas que eu não gosto, acho que é o tipo que não deveria existir.
Não mentirei, então, sobre isso... muito mais da metade das pessoas que eu gosto não me conhecem direito, isto apenas por precaução, não porque eu quero, mas porque sinto que devo.
Tem vezes que acredito que até mesmo eu tenho partes de mim mesma à descobrir, mas ai não por opção, apenas creio que essas partes descobrirei com o passar dos tempos...
Pra nunca esquecer ...
Aventuras de uma vez só na vida.,.,.,
Opa, olha só quanto tempo... Estava sem postar durante algum tempo já, por dois motivos: algumas coisas importantes e muito complexas aconteceram comigo e, segundo, eu não tinha uma idéia pra um post.
Mas, quebrando meu tabu de só querer postar coisas importantes, vim simplesmente postar uma grande besteira, que provavelmente não vi ajudar em nada na sua vida, mas que é legal falar...
Sabe aquelas coisas malucas que você vê um personagem qualquer de um filme fazer? Por exemplo: " - Vamo pegar um avião pra Miami agora? - Mas como? - Sei lá?! Eu tiro minha poupança, compro as passagens e nós vamos! - Mas e as malas?!! - Nós compramos quando chegarmos lá!......."
A maior parte das pessoas que eu conheço e provavelmente as que você conhece, e até você, não faria algo assim. Desculpem-me mas é falta de desejo de viver, porque essas loucuras marcam momentos da sua vida por anos. Eu queria deixar anotado que eu já fiz algumas loucuras e, embora não tenha viajado pra Miami, não me arrependo delas... Imaginem só, estamos caindo num sedentarismo triste, quando podíamos literamente estar curtindo a vida adoidado.
Bom, como eu disse, era uma besteira,postei por postar, só queria deixar mesmo é um recado para mim mesmo, para nunca esquecer de ser louco. "Vamo de pé?"
Créditos: Cromwell
Nostalgia
Seguindo o mesmo pensamento do Sam, eu decidi postar sobre o mesmo assunto.
Viva a vida, aproveite o momento, carpe diem !
Não sei se é com todo mundo, mas sabe aquela vontade que vem do além de ter uma aventura, que para alguns é traduzido como fazer besteira ? Bem, eu te digo, não ligue se te disserem que você é louco, você, como eu, só está querendo viver naquele momento e situação, para depois poder dizer: Minha aventura foi uma aventura !
Tudo bem se você fizer algo que não pode contar para todos hoje, mas pelo menos, no futuro você poderá contar para os seus filhos, ou netos, e se esse não for o caso pode apenas ficar relembrando o passado, como você deve já ter feito relembrando a infância.
Como aquela queda feia que você levou enquanto brincava de pega-pega e que até hoje tem uma cicatriz.
Se tiver uma oportunidade de fazer uma loucura, de fazer algo que vai te dar pelo menos alguns minutos a mais com aquele seu amigo que você não trocaria por nada nesse mundo, de ter um momento que vai marcar a sua vida, não tema, faça !
Lembranças não valem ouro, mas algo muito mais precioso, felicidade .
Carpe Diem ,
AliineWanderley ;*
Pra relembrar... duas postagens antigas do aposentado Nosso Caffe Latte que estão relacionadas e me lembram ótimos momentos, e que, na minha opinião, mostra como meu jeito de escrever mudou... um pouco.
Apesar de cheias de ideias na cabeça agora, por enquanto é só.
Boa noite (:
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